Minha idéia é meu pincel- Frida Kahlo

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Blogagem coletiva. Proposta da Glorinha L. de Lion.



Eu vejo nesse quadro, uma mulher que batalhou muito,
teve vários sonhos, vários ideais e talvez ainda os tenha.
Mas já não tem ilusões.
Vejo força, coragem, caráter forte.
Vejo uma mulher que não desiste, vejo traços forte de determinação.
Vejo uma mulher destemida, guerreira.
Em contraste, vejo nos olhos dessa mulher, uma serenidade que poucos carregam.
Uma mulher que ama através do olhar.

Admiro muito a mulher que é assim, lutadora, que corre atrás, não se intimida pelo rótulo de "sexo frágil". Apesar que tem muita mulher por aí que usa esse rótulo como desculpa pela prórpia falta de determinação. Hoje em dia vejo tanta mulher fresca cheia de fru fru, fala sério. Me mata de vergonha. E aí vem um cara que adora dar uma de macho e tenta calar nossa voz. E é estressante como a sociedade adora refletir a imagem de um em todo o resto. Mas como nessa vida nós não podemos generalizar, não vai ser agora que vou fazer isso. Existem mulheres e mulheres e isso serve para os homens também.
Deixo aqui minha admiração pelas mulheres que conseguem ser guerreiras sem perder o lado feminino, afinal de contas, essa é uma das belezas em ser mulher.


*Edit* Arghhhhhhh Computador do diacho e internet do diacho também -.-
Postanto a blogagem 26 minutos atrasada OMG!

Minha idéia é meu pincel - Edgar Degas

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Blogagem coletiva, proposta da Glorinha L. de Lion


Hoje, ao invés de pensar em palavras para transmitir o que essa tela me passou, resolvi aceitar a sugestão do Alexandre e desenhar.
Sem delongas, eis o meu desenho:




Ser bailarina não é tarefa fácil, é exigido acima de tudo, muita disciplina.
Assim como ser uma bailarina, viver também não é fácil.
Nós sonhamos, queremos vencer a todo custo. Mas os caminhos são penosos.
Cheio de espinhos. Constantemente estamos abrindo feridas e sangrando.
Mas elas cicatrizam. E nós continuamos. Seguimos em frente.
Ou pelo menos deveríamos.
Eu tenho dentro de mim uma força incrível.
Sou lutadora e digo com todo orgulho.
Me sinto uma bailarina. Mesmo com toda a dor e dificuldade, não paro. Luto. Danço. Fico leve e vôo como uma borboleta.

Desenhando

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Oi gente, tudo bem? Eu espero que sim!
Ultimamente ando em falta com vocês e com esse blog. Sei lá, bateu um desânimo.
Até a blogagem coletiva da Glorinha que eu gostei tanto de participar até agora, falhou semana passada. Sem inspiração. Mas amanhã pretendo participar com certeza.
Quando eu fico assim sem inspiração, eu começo a desenhar. Eu não tenho muito talento pra isso, nunca estudei, não sei nenhuma técnica. Mas eu sempre amei desenhar, desde criança. Eu não tinha muitos amigos, passava a maior parte do tempo sozinha, então fazia dos papéis e lápis de cores meus melhores amigos.
Ando trabalhando em um desenho agora, que pretendo postar quando terminar.
Hoje eu quero dividir com vocês dois desenhos que fiz a muito tempo atrás, um bem simples, outro um pouco mais trabalhoso. Eu tenho o original de um deles. Eu não desenho coisas da minha cabeça, minha criatividade não chega a tanto. O que eu faço é desenhar imagens que já estão prontas. Faço isso mais pra treinar meus traços. Quem sabe um dia eu consiga criar desenhos meus mesmo.

O primeiro desenho é esse aqui: (Pode clicar pra aumentar a imagem)







Essa caveira foi até fácil de desenhar. Mas ainda assim tem bastante falhas. O que me deu mais trabalho, foi pintar o fundo todo de preto. Vocês não tem idéia do quanto eu me arrependi de ter começado a pintar tudo de preto rs Comecei com um lápis novinho em folha, quando terminei o lápis tava no toco.











Este é o resultado final:








Infelizmente eu perdi o original. Mas talvez alguém já tenha visto pela internet. Ou quem sabe um dia vão cruzar com ele por aí.













Agora o outro desenho:



Esse dragão chinês achei que não ia terminar nunca! Me deu um trabalho daqueles. Desenhava, apagava, desenhava, apagava de novo. Quase furei o papel nesse processo todo. Tanto trabalho pra no final perceber que eu tinha errado o desenho ali onde ele enrola o pescoço faz um nó ou sei lá o que, eu vi que não tava "ligando" com o corpo hahaha Fique frustrada porque já tinha começado com os detalhes e é muito difícil apagar o lápis. Mas enfim, no final de certo.











O resultado final:






Esse é o resultado final. Sinceramente, não fiquei satisfeita. Como podem ver, parece cheio de coisa mas falta muita coisa ainda, faltou fazer sombra, dar uma textura, faltou vida. Mas tudo bem, vamos treinando né.













E eis o original:











Hahahaha, podem ver que o meu ficou beeeeeem diferente.
Enfim.












É isso aí gente. Mil desculpas pela falta que estou com vocês. Vou dar um jeito nisso, prometo.
Ah, outra coisa que lembrei, de agora em diante, vou começar a responder o comentário de vocês na caixinha de comentários daqui mesmo. Antes eu não respondia né, só respondia àqueles que me faziam uma pergunta específica mesmo. Mas agora resolvi responder tudo. É isso. Até a próxima!

Desafio

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Recebi esse desafio da Tamiris (Garota Veneno que vamos combinar, de veneno não tem nada, a guria é um doce!) do blog Estilo só quem tem. Tenho que responder umas perguntas e indicar 5 blogs. Bom, eu vou deixar o convite aberto à todos que quiserem participar. É isso, vamos lá:

1- O que te levou a criar um blog?
Bom, esse blog aqui eu resolvi criar para contar sobre minha experiência como helper aqui no Japão. Sempre trabalhei em fábrica aqui e quando comecei a trabalhar como helper, foi uma experiência completamente diferente. Era tudo muito novo e eu sentia essa vontade louca de falar sobre isso com todo mundo. No final das contas eu criei um blog, mas as coisas começaram a ficar corridas e quanto mais eu trabalhava no hospital, mais era exigido de mim, fiquei super hiper mega estressada e larguei o blog. Depois de 1 ano voltei e agora escrevo sobre o que me dá na telha rs.

2- O que tira você do sério?
Putz, hmmmm o que me tira do sério... Acho que injustiça. Eu fico louca!
Outra coisa que me tira do sério é gente que não me conhece e já vem dizer que sou assim e assado. Vai pro inferno viu!

3- Você tem alguma mania ou vício?
Sorvete sorvete e mais sorvete!

4- Qual sua melhor lembrança?
O dia em que eu trouxe meus dois gatinhos pra casa hehe

5- Qual seu maior sonho?
Me tornar uma excelente neurocirurgiã!

6- Se fosse um dinossauro como se chamaria?
Horácio ^^ (turma da Mônica =O)

7- Qual personagem da sua infância gostaria de ser?
Bella (Beauty and the Beast)

8- Cite uma peça que não pode faltar no seu guarda roupa e uma que jamais usaria.
Casaco (sou friorenta) e uma que não usaria hmm sei lá um fio dental hahaha (odeio coisa entrando na minha bunda prontofalei -.- )

9- Um lugar que ama.
Minha cama.

10-  Que filme você amou e recomenda?
Hmmm vou falar o último filme que assisti. Provavelmente não é um dos melhores, mas enfim eu gostei.
Salt

11- Qual foi o último livro que leu?
Corações Sujos - Fernando Morais

Agora vou falar!

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Certa vez, sentada na minha, na hora do almoço, chegam uns colegas e sentam na mesa comigo. Aí começa:

- Putz, tô muito estressado.
- Por que?
-Esse serviço, esse bando de japonês idiota, esse país. Odeio o Japão!
-O que continua fazendo aqui então? Arruma as malas e vai embora, ninguém está te segurando aqui.

O primeiro se calou e o segundo estampou a cara com um sorriso de triunfo e sarcasmo.

Sabe, quando eu vim pro Japão, eu confesso que eu detestei esse lugar. E eu já tive a mesma mentalidade do amigo de cima. E foi uma época da qual não tenho nenhum orgulho.
Mas as pessoas mudam, elas só precisam de uma chance pra ver melhor, abrir os horizontes, tirar a tapa dos olhos, enxergar os lados. As vezes o que essas pessoas precisam é só desabafar, e dizer os absurdos que dizem é a única forma que elas sabem. As vezes só precisam de alguém pra mostrar o lado bom do Japão. Afinal, é uma mudança brusca, um choque cultural. Japão é um outro mundo, completamente diferente do Brasil.
É muito fácil dizer "Arruma as malas e vai embora, ninguém está te segurando aqui." Quero ver é fazer.
Agora, se mesmo depois de vários anos aqui no Japão, tendo tido a chance de conhecer o país, a cultura e o povo, a pessoa quiser continuar odiando, então que odeie e não me torre o saco.

Minha idéia é meu pincel-Paul Klee

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*Blogagem coletiva. Proposta da Glorinha L. De Lion.



"I found myself in wonderland"

Essa foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando olhei para essa imagem.
Alice no país das maravilhas e um diálogo entre o Gato Risonho.

-Poderia me dizer por favor, qual é o caminho para sair daqui? -Perguntou Alice.
-Isso depende muito do lugar para onde você quer ir. -Disse o gato.
-Não me importa muito para onde... -Disse Alice.
-Então não importa o caminho que você escolha. -Retrucou o gato.
-....contanto que chegue em algum lugar. -Disse Alice.
-Oh, você pode ter certeza de que vai chegar, se caminhar o bastante. -Disse o gato.

É isso que eu vejo nesta tela, vários portais. E a incerteza de qual deles adentrar.
Mas o mais importante é escolher um, não ficar à deriva.
E caminhar até o fim.
Se escolheu o portal errado, não tem problema.
Ainda há vários outros pra se seguir.


:+: Perdão pela demora, ultimamente ando um pouco atrapalhada.

I'm angry!

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Oi gente. Um tempinho já sem postar aqui né. Bom, antes de mais nada, eu gostaria de dizer parabéns super atrasado ao Alexandre. Desculpa mesmo pelo atraso. No próximo post eu tento compensar.

No post de hoje, eu quero falar sobre uma coisa que me aconteceu poucos dias atrás. Eu fiquei SUPER brava com um amigo, e ainda estou muito brava. E quem me conhece bem sabe que sou paciente, apesar de não parecer, e que dificilmente eu perco a cabeça. Mas dessa vez perdi e não estou conseguindo superar o acontecido. Eu vou falar o motivo, e quem ler pode até achar que foi besteira, aliás até mesmo eu quando penso parece que foi por besteira, mas o que eu senti na hora foi tão ruim que tá difícil esquecer.

Uma vez eu mencionei em um dos meus posts, o pavor que eu tinha de vômito. É uma coisa que nem eu entendo, teve uma época que até pensei em procurar um psicólogo pra tentar entender e superar isso porque é uma fobia mesmo. Inclusive nesse exato momento, estou tremendo enquanto digito essas palavras só de pensar nesse meu pavor. Mas eu até que estou melhor porque se fosse antigamente, no lugar de vômito, eu teria buscado um outro sinônimo pra isso, porque nem a palavra eu conseguir ler ou escrever.
O maior medo que eu tinha quando trabalhava lá no hospital, era de um velhinho passar mal na minha frente, e o pior é que um dia isso aconteceu. Ele tinha acabado de sair do banho e eu estava ajudando ele a se vestir, quando ele falou que ia passar mal. O que eu podia fazer nessa hora? Eu estava ali ajudando então era minha responsabilidade fazer algo. Corri pra pegar uma bacia e ele vomitou ali. E eu vi tudo. Eu não tirei os olhos dele mas também não falei mais nada. Se eu abrisse a boca eu também ia passar mal. Depois que limpei a bacia, eu já tava começando a sentir meu corpo tremer. Pensei comigo: "Calma Thayla!". Voltei lá, me enchi de coragem e perguntei se ele estava bem. Esse dia, de uma certa forma, senti orgulho de mim mesma, por ter aguentado ver aquilo sem dar um vexame. O porquê eu aguentei? Acho que só porque era o meu trabalho, minha responsabilidade. Se fosse alguém vomitando na rua eu sairia correndo. Mas também fiquei "traumatizada". Passei quase 1 mês inteiro sonhando com aquilo e toda vez que alguém tossia eu já dava um pulo, meu coração disparava.

Mas agora é que vem o que eu realmente quero contar hoje. Esse amigo já me conhece há 4 anos. E já está careca de saber o quanto eu odeio vômito. Pois outro dia, ele me pega e manda um link do youtube de uma guria vomitando no parque. Ah mas pra quê? Virei fera. Briguei e saí do messenger. Fiquei meia hora tremendo feito vara verde. E ele no msn só pedindo desculpas. Voltei pro msn e fiz ele assistir um vídeo de uma autópsia. Crueldade? Pode ser. Mas pô, tanto tempo ue me conhece e sabe dessa minha aversão e mesmo assim manda um vídeo desses. É a mesma coisa de fulano me dizer que detesta cobra e eu convidar fulano pra vir na minha casa e mostrar um aquário cheio de cobra. Ele diz que foi sem querer, que achou engraçado e me mandou. Tudo bem eu acredito. Mas na hora da raiva isso é o que eu menos quero ouvir. Na hora da raiva eu quero que suma da minha frente, deixe a poeira baixar. Mas não, fica falando no meu ouvido justificativas que não quero ouvir. Isso me deixou com mais raiva ainda. Agora não sei o que fazer, sinceramente. Quero superar isso, mas acho que vai levar um bom tempo =/

Minha idéia é meu pincel - Monet

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*O post de hoje é uma blogagem coletiva, proposta da querida Glorinha L. de Lion.
*Quem quiser participar é só clicar aqui e aqui e ler as regrinhas.


Todos os dias, antes de abrir os olhos, ela pedia com força para que o sol estivesse a brilhar através das venezianas de sua janela.
Quando tinha seu pedido atendido, saía de sua casa e ia comtemplar seu jardim.
Ali era o seu santuário. Lugar onde podia encher seus olhos com toda a magnificência da natureza e alimentar sua alma.
Podia sentir também o sol morno em suas costas e assim, alimentar-se um pouco do próprio alimento que fazia tudo aquilo que estava ao seu redor explodirem de tanta beleza.
Era seu lugar mágico, lugar onde podia se envolver por uma inocência quase infantil. Ali não havia perigo.
Ali, ela podia se esquecer do mundo que estava do outro lado do lago, atrás das árvores.
Ela resgatava ali, o coração que um dia teve que trocar pelo mundo real. Uma troca injusta.
Ali ela se apaixonava de novo, sorria de novo, se enchia de de energia para encarar um novo dia.
Ali ela sonhava de novo.
E dali saía leve e perfumada.

Ice Cream Junkie!

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Eaê galerinha do bem! Se liguem só no sorvetão que fui tomar com uns amigos. Wahahaha! Gente, tem noção do tamanho do 'balde'? É muito sorvete! E eu adoro! Pra quem não sabe, eu sou doida por sorvete. Eu abro mão de todas as sobremesas do mundo, mas não abro mão do sorvete! Todo dia eu tenho que tomar pelo menos 1! Mesmo no inverno aqui do Japão tô eu lá, na frente do aquecedor tomando um sorvete. Super sem noção, não façam isso, vocês não tem idéia de como minha garganta fica quando eu faço isso rs. Mas então, fomos em sete pessoas tomar esse sorvete mesmo assim não conseguimos terminar. Não fomos para o hall da fama rs (o restaurante tira uma foto das pessoas que conseguem terminar o balde e colocam lá em um quadro) Mas cá entre nós? Faltava muito pouco pra terminar, eu só não tomei o resto porque fiquei com vergonha, mas que ainda cabia na minha barriga, ah isso cabia!

Fora do padrão japonês.

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Qual o brasileiro que nunca sofreu pra comprar uma roupa aqui no Japão? Eu sei que eu sofro! E se fosse só pra comprar roupa tava bom, mas eu sofro pra morar aqui também. Explicando, eu moro numa casa de arquitetura antiga, os vãos das portas daqui medem 1,75cm de altura, se eu paro debaixo de um lustre aqui de casa, ele fica rente a minha cabeça. Andei pesquisando por aí, e dizem que a estatura média de um homem japonês é de 1,65cm e da mulher é 1,53cm. Claro que hoje em dia tem muitos japoneses altos, pelo menos os homens eu chego a encontrar uns de 1,80cm por aí e algumas mulheres de 1,65cm. Mas, mesmo a população japonesa ter crescido alguns centímetros, eu ainda me encontro fora do padrão da mulher japonesa. Eu não sou alta não, no Brasil eu sou de normal à nanica comparada com algumas mulheres, mas aqui no Japão eu sou gigante =/ Vocês devem estar se perguntando qual é minha altura afinal de contas, pois bem, eu tenho 1,73cm. Agora pensa, o vão da porta mede 1,75cm e eu 1,73cm. Se eu coloco um chinelo de ficar em casa minha cabeça passa raspando. Agora deixa eu contar uma coisa engraçada que aconteceu comigo. Logo que me mudei pra essa casa, eu tinha 14 anos, criançona de tudo, daquelas que quando tava alegre saltitava pela casa, sim, já deu pra imaginar o que aconteceu né? Num desses saltos em que fui passar de um cômodo para o outro, bati com tudo a testa no vão da porta. Fiquei parada por um momento abestalhada sem saber o que tinha me atingido. Ah sim, com 14 anos eu já tinha a altura que tenho hoje. Lembrei de outra coisa que aconteceu, dessa vez com meu irmão. Ele estava no quarto, e a cama fica bem pertinho da porta, ele foi pular da cama pro outro cômodo, agora imaginem a cena, ele pulou da cama em direção à porta, bateu a cabeça no vão da porta, quando 'aterrissou' no chão escorregou no tapete e caiu com tudo de bunda no chão. Ficou lá deitado, sem saber também o que tinha acontecido. Eu ri muito.
Mas enfim, vamos ao meu drama na hora de comprar uma roupa. As mangas das blusas ficam pelo menos uns 4cm acima do meu pulso, quando estico os braços pra frente elas sobem uns 15cm e quando estico pra cima elas vão parar no meu cotovelo. As calças, vamos dizer assim que se eu fosse fã de calça pula brejo, eu estaria no paraíso. Pra comprar alguma roupa aqui eu tenho que apelar pra peça masculina ou então comprar em loja importada. Enfim, que saudade do Brasil.




O que é o que é?

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O que é o que é uma bolinha de cachecol e cobertor na frente do pc?
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Reposta: É a Thayla 'postando' pra você!

Isso que o inverno nem chegou ainda. Galerinha do Japão, se preparem porque se vier o frio que tô esperando, vamos todos virar pinguins =P

Awsome!

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Em primeiro lugar, quero agradecer ao Alexandre e a Beth pelo carinho e apoio que me deram em seus comentários. O post de hoje vai ser só para esclarecer algumas coisas sobre o post anterior.
Alexandre, eu não acho que psicólogos sejam só para os loucos não! Eu amo os psicólogos! rs Se eu já não tivesse escolhido a minha profissão, psicologia com certeza estaria no topo da minha lista. Na época só não procurei ajuda porque era muito nova, não tinha informação e porque de certa forma minha mãe que deveria ter visto isso. Você há de concordar que não existem muitos adolescentes problemáticos por aí que decidem por conta própria buscar por uma ajuda psicológica. Mas depois de crescidinha eu procurei sim, primeiro um psicólogo e depois um psiquiatra. E a sensação é exatamente aquilo que você disse, a gente sente que se cortando a alma se liberta, você sai daquele corpo que só te dá angústia e é esse o motivo mesmo de muitos praticarem o cutting.

O motivo pelo qual me sinto em dúvida se estou curada disso é porque vira um "vício", e é difícil uma pessoa se livrar de um vício. Você consegue com muita força de vontade se controlar, mas se tiver uma recaída já era. Mas eu consigo me controlar muito bem, só sinto essa vontade quando fico muito frustrada mesmo o que é difícil de acontecer. Hoje em dia sou uma pessoa muito bem resolvida. Não busco defeitos mas sei que não sou perfeita. Eu aceito meus defeitos e tento melhorá-los, quando não consigo eu aceito e tento fazer com que meus defeitos não prejudiquem outras pessoas. Dou risada de mim mesma, acho isso muito importante, a pessoa conseguir rir de si mesma. Eu agradeço ter passado por tudo que passei, todos os transtornos porque foram eles que me moldaram e hoje sou o que sou. E eu gosto muito da minha pessoa, I'm awsome!! rs
Quero reforçar o que eu disse no post anterior, se alguém estiver sofrendo e passando por essa situação, busque ajuda. Quem quiser conversar comigo vou estar de braços abertos, não precisa ser sobre esse problema específico, pode ser qualquer coisa, eu sei ouvir quietinha rs e sei falar também quando é hora de falar sem julgar e sem dar conselhos. Mas não sou nenhuma profissional, por isso antes de mais nada, busque um profissional.

Obrigada mais uma vez Beth e Alexandre pelo carinho ;)

"I will crawl, there's things that are worth giving up I know, but I won't let this get me I will fight, you live the life you're given with the storms outside, somedays all I do is watch the sky"


Cutting

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"Ela estava cansada da injustiça e do descaso ao qual era submetida todos os dias. Cansada do desrespeito, só porque todos ainda a consideravam uma criança, ela não podia ter voz, não podia ter opinião. Cansada, pois se um turbilhão de sentimentos a acometia, era crise de "aborrecente".
Como eles ousavam tratá-la como uma garota mimada que não sabia de nada? Como ousavam a chamar de doente ou de dizer que a dor era inexistente? O que ela mais queria era sair daquele lugar, ir para bem longe e nunca mais ser encontrada.
Passou a fazer planos e contar os dias para o dia de sua liberdade. Não percebeu, porém, que ao fazer isso acabou por criar um mundo só seu. Um refúgio. Já não era mais atingida pelo que vinha de fora, havia ficado entorpecida.
Um dia, num pequeno momento de lucidez, percebeu o que estava acontecendo. Decidiu então que queria voltar a sentir. Viu um objeto afiado e não pensou duas vezes, se cortou para se assegurar de que ainda estava viva, de que ainda poderia sentir. No entanto, ela não contava com a avalanche de sentimentos que viria em seguida. Se cortou loucamente, um corte para cada sentimento.
Um corte para a solidão.
Um corte para a tristeza.
Um corte para a impotência.
Um corte para o desespero.
Um corte para a raiva.
Um corte para o ódio.
Um corte para sentir a vida.
Um corte para contemplar a morte.
Muitas lágrimas para lavar o sangue e esquecer."



Automutilação ou Cutting como é falado em inglês, é um distúrbio silencioso. Eu mesma sei bem. O texto acima é um relato de como eu comecei com isso e o por quê. Cada pessoa tem um motivo diferente que a leva à uma atitude dessas, mas creio que o sentimento seja mais ou menos o mesmo. O de querer amenizar uma dor com outra maior. E o objetivo é o mesmo, o de curar a dor da alma. A automutilação ou cutting, é um distúrbio que afeta vários adolescentes e alguns continuam com isso depois de adultos. Quem quiser saber mais sobre isso, tem vários textos pela internet falando sobre o assunto. Por isso, não vou falar de estatísticas, ou das causas, ou dos riscos, ou da cura. Hoje, estou aqui pra falar da minha experiência. Até hoje, apenas 3 pessoas sabiam disso. Uma descobriu sem querer, que foi minha mãe, as outras duas eu mesma que contei. É uma coisa que não é fácil de se contar. Tenho vergonha? Sim, tenho. Mas quero colocar a vergonha de lado e assim quem sabe poder ajudar alguém que esteja sofrendo com esse problema. Comecei a me auto-flagelar quando tinha 14 anos. Eu pegava uma lixa de unha mesmo e lixava a pele do meu rosto em vários pontos, mas principalmente no canto inferior da boca, assim, quem perguntasse, eu dizia que havia tropeçado e caído. Geralmente, quem se machuca de propósito o faz em lugares escondidos. Eu me machucava onde todos podiam ver porque o que eu queria era sentir que as pessoas se preocupavam comigo. Queria atenção. Aos 16 anos, a coisa já ficou mais séria. À essa altura já havia me afastado de todos, atenção já não era mais o que eu procurava, pouco me importava. Comecei então a me cortar com gilete em lugares do corpo que ficavam escondidas debaixo das roupas. Quero deixar bem claro aqui, que o objetivo de quem se corta, não é o suicídio. Quem quer morrer se mata de uma vez, não fica nessa lenga-lenga de corta aqui, corta acolá. Enfim, me cortar dava um alívio momentâneo, mas um corte só não adiantava, eu tinha que me cortar várias vezes pra sentir mesmo a dor física e esquecer da dor psicológica. Só que é uma faca de dois gumes, pois na hora você se esquece, mas no outro dia quando vê as marcas, outros sentimentos nada agradáveis aparecem como por exemplo, a vergonha, a covardia, a fraqueza. Eu não sei qual é o remédio para isso, pois quando minha mãe descobriu ela escolheu ignorar a situação, talvez por falta de informação, por sentir que não podia me ajudar, sei lá. E confesso que hoje em dia, não sei se estou curada, hoje em dia, quando me sinto muito frustrada, tenho que fazer uma força enorme pra não me cortar, carrego cicatrizes pelo corpo que me ajudam nessa tarefa. Mas é difícil. Por isso eu digo, se você conhece alguém que está passando por isso, não ignore, mas também não repreenda. Converse e se precisar busque uma ajuda médica. Fora aquelas pessoas que sempre comentam no meu blog, eu não sei quem mais passa por aqui, mas se de repente alguém que esteja sofrendo com isso, ou conhece alguém nessa situação, se quiser conversar comigo eu vou estar de braços abertos. Muitas vezes é difícil aceitar conselhos de quem nunca passou pelo que nós estamos passando, o sentimento é "do que essa pessoa sabe? ela não sabe de nada!" Pois aqui estou eu, mostrando a minha verdade escondida por vários anos. As vezes mesmo passando por uma situação parecida com a da outra pessoa é difícil ajudar, mas eu quero tentar. Pelo menos ser alguém para escutar.

Vamos criar uma nova realidade - Água

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Esse post é para o Blog Action Day 2010 - Water, onde vários blogs de vários países se unem em um dia para falar de um tema que afeta todo o planeta.


Quando nós pensamos na imensidão do oceano, no mistério do mar, na calmaria de um lago, fica difícil de acreditar na realidade do que os compõem, a escassez. Afinal, é tanta água!
Pois não se deixe enganar, meu caro. Não vou colocar estatísicas, todo mundo já está, ou deveria estar, careca de saber que, em um resumo bem simples e direto, dos 99% de água existente na terra, apenas 1% é consumível.
Talvez seja radical demais dizer que, um dia toda a água do mundo vai sumir. Mas é certo dizer que, se não cuidarmos do pouco de água doce que nos resta, ao invés da escassez de água consumível, vamos ter uma escassez de sere humanos. Tudo bem, pode ser exagero, mas nem tanto!
Água contaminada e falta de saneamento básico causam mais mortes que uma guerra. A cada semana, quase 38.000 crianças com menos de 5 anos morrem por falta de água limpa e condições de higiene precárias.
É incrível o desdém que as pessoas têm, quando se trata de preservar um recurso, que é nossa fonte de vida. Existem pessoas, egoístas e ignorantes o suficiente, pra dizer que, no dia em que o mundo sofrer uma crise séria por falta de água, já não vão mais estar vivos, então pra quê se preocuparem? Eu não sei nem o que dizer à essas pessoas. Pode ser verdade, mas o que acontece com nossos filhos, netos, bisnetos?Cuidar do bem estar dos nossos é também cuidar do mundo e dos recursos naturais. E esses cuidados podem começar com você.
Muitas, das poucas fontes de água doce que temos, estão poluídas. Então que tal pararmos de jogar lixo nos rios, lagos e até mesmo nas ruas? O resultado é um pouco mais de água limpa e uma cidade bonita! Vários cuidados podem ser feitos em casa. Por exemplo:

- Fechar bem a torneira
Com a torneira aberta, você gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia.

- Escovar os dentes com a torneira fechada
Se a torneira ficar aberta enquanto você escova os dentes, você gasta até 25 litros de água.

- Não use a mangueira como vassoura
Utilize uma vassoura de verdade e depois jogue um balde d’água (assim você economiza até 250 litros de água).

- Use um balde na hora de lavar o carro
Lavar o carro com uma mangueira gasta até 560 litros de água em 30 minutos.

- Seja rápido na hora do banho
Se você demora no banho, você gasta de 95 a 180 litros de água limpa. Se for no verão, na hora de se ensaboar e lavar os cabelos, desligue o chuveiro. Se for inverno, seja mais rápido, a sensação da água quentinha é boa mas resseca a pele e os cabelos ; )

- Não jogue fora a água do aquário
Quando for limpar o aquário, aproveite a água para regar as plantas. Esta água está enriquecida com nitrogênio e fósforo, o que faz muito bem para as plantas.

- Não deixe a torneira aberta o tempo todo quando for lavar a louça
Passe a esponja, ensaboe e depois enxágue tudo de uma vez.

São dicas básicas, que provavelmente todos já sabem. É difícil mudar um hábito de uma hora pra outra? É. Mas não é difícil ir tentando aos poucos. Não pense que mudar os hábitos não contribuirá para um futuro melhor. Se um ato errado da nossa parte pode afetar o mundo todo, um ato bom também pode!


O Brasil tem 13,7% de toda água doce do planeta, sendo que 80% desse total está na Bacia Amazônica




Qual brasileiro não sente orgulho disso? Mas não adianta ter orgulho se não cuidar.


Essa imagem é bem interessante. Ela mostra que se toda a água existente no mundo, salgada, doce, congelada etc. fosse colocada em uma esfera, ela teria menos de 1.400km de diâmetro.

E então, vamos preservar uma das nossas fontes de vida mais importante?

Blog Action Day 2010- Water

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Oi todo mundo! Passando aqui rapidinho só pra falar pra vocês sobre o Blog Action Day 2010. Fiquei sabendo dele agora a pouco e não pensei duas vezes antes de aderir. Achei muito interessante a proposta deles. O tema desse ano é nada mais nada menos do que a Água! Sem mais delongas, vou deixar o vídeo fazer a introdução.


Blog Action Day 2010: Water from Blog Action Day on Vimeo.


Sobre o quê o mundo fala online?
              "Invenções"             
                "Moda"
              "Notícias"
               "Política"
           "Celebridades"
              "Viagem"
              "Amigos"
              "Música"
             "Culinária"
E se, no dia 15 de Outubro, nós falássemos sobre a mesma coisa?
Algo que afeta à todos nós. Algo que pode ser o alimento para a vida, ou causar a morte.
Água.
Por que a água?
Porque quase cem
                       mil
                       um milhão
                       um bilhão de pessoas
Não tem acesso à água limpa.
Porque a cada semana 42.000 pessoas morrem por causa de água contaminada.
Porque água limpa pode se tornar o recurso mais escasso do século 21.
Água é uma questão de saúde.
            uma questão de direitos humanos.
            uma questão global.
Blog Action Day - Water
Junte-se à conversa dia 15 de Outubro.
Um dia. Uma questão. Milhares de vozes.

Para participar, basta fazer o cadastro de seu blog clicando aqui. O site está em inglês. Mas quem quiser participar, pode fazer o post no idioma de sua preferência. Vamos participar? ^^

Vamos lembrar da nossa infância?

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Oi gente! Ai, dia das crianças é só alegria! Aqui no Japão o dia das crianças é comemorado em outra época do ano, tem o dia da menina e o dia do menino, mas esse assunto fica pra um outro post, quem sabe. O bom disso é que eu por ser brasileira, posso comemorar o dia das crianças duas vezes!!! YEAH! Sim, porque mesmo com 25 anos, eu me reservo o direito de cultivar uma criança interior, e tenho pena de quem não faz isso. Eu tenho uma confissão a fazer, eu adoro brinquedo hahaha eu entro numa loja de brinquedos e fico mais doida que criança, quero tudo!
Eu sinto falta das brincadeiras de antigamente, no dia que tiver meus filhos, com certeza vou ensiná-los a brincar do jeito que eu brincava, não vou privá-los dos brinquedos atuais é claro, mas seria um pecado não ensiná-los a brincar de:

                                                                           Amarelinha

Pega-pega



Bolinha de gude



Queimada



Pula cela



Pular corda



Ai que saudade disso tudo. Ser criança é tudo de bom, criança se contenta com o simples, criança é espontânea, sincera, tem o riso fácil, é inocente. Mas criança pode ser malvada também. Eu tô lembrando de uma coisa aqui, quando eu era criança eu era muito tímida, muito mesmo, daquelas de se esconder atrás das pernas da mãe (eu fazia isso). Tinha vergonha de falar com meus tios, tinha vergonha até de pedir um copo d'água. Por conta disso todo mundo pode presumir que eu não era uma criança popular e que fazia amiguinhos facilmente. Eu lembro uma vez, que fui à uma festa com minha mãe e minha tia, não lembro que festa era aquela, só sei que o lugar era enorme, tinha uma piscina enorme, um parquinho, uma área enorme coberta onde estavam fazendo um churrasco, uma quadra e muitas árvores. Pra variar, eu tava lá na cola da minha mãe rs Eu via todas as crianças brincando juntas, se divertindo, e queria brincar junto, mas tinha vergonha de entrar na brincadeira e ninguém me chamava também. Quando todo mundo tava na piscina, o parquinho ficou vazio, então fui lá brincar sozinha. Tava eu lá brincando, quando do nada apareceu uma menina, toda alegre e cheia de vida, e falando comigo, querendo brincar comigo. Eu, é claro, fiquei super feliz de ter alguém pra brincar comigo. Ela falava engraçado mas eu podia entender, só que quando eu ia falar ela não entendia nada, tinha que repetir várias vezes e bem alto e devagar. Resolvemos dar uma parada na brincadeira pra comer um pouco. Quando encontramos os pais dela, eles ficaram super felizes de ver que eu estava brincando com ela, eu não entendi nada porque eu não estava fazendo nenhum favor, tava me divertindo muito. Voltamos ao parque e brincamos até a hora de ir embora. Quando era pra ir embora, ela começou a chorar, fazer um escândalo, segurava no meu braço, não queria ir de jeito nenhum. Eu também não queria deixar minha nova amiguinha, mas tínhamos que ir embora. Só mais tarde eu fui entender que ela tinha uma deficiência. Não sei qual, só lembro que ela usava óculos e a lente era bem grossa, e usava um aparelho auditivo. E só mais tarde entendi que fomos atraídas pela solidão uma da outra e pelo preconceito dos outros. Parece uma história triste, mas não, eu não sinto nenhuma tristeza, eu só me lembro da alegria daquele dia, me dá saudade e me faz perguntar como será que ela está, e onde está....
Feliz dia das crianças!

Partidas e Chegadas....

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                                                       ....... O que faz você feliz?



Oi gente! Eu fui indicada pelo blog Seguindo Minhas Pegadas da Socorro Melo, para participar dessa reflexão. As regrinhas são simples.

1 - Copie e cole o selinho na sua postagem;

2 - Conte-nos o que lhe faz feliz, entre partidas e chegadas, simples assim!;

3 - Conte quem lhe presenteou, se possível adicionando o link para o blog;

4 - Indique ao menos 5 blogs para receberem o carinho e avise-os, para que eles possam continuar a brincadeira. Podem ser mais, claro, o importante é provocar a ideia naqueles que lhe visitam!

5 - Volte aqui e avise se já está participando, nesse mesmo post.

Bom, o selinho tá lá em cima. O que me faz feliz entre partidas e chegadas, vamos lá
Adoro arrumar minha malinha e, enquanto arrumo, pensar no lugar para onde estou indo. Fazer milhares de planos.
Adoro ir à lugares desconhecidos e as borboletas que me dão no estômago justamente por ser desconhecido, não saber o que vou encontrar, como vai ser. As borboletas que me dão no estômago do medo de me perder no caminho.
Adoro a sensação de alívio que me dá quando chego no lugar que queria chegar rs.
Adoro ver gente nova, casas diferentes, lugares novos, culturas diferentes, os souvenirs é lóoooogico!
Adoro ter que comprar uma mochila nova pra poder caber as compras rs.
Adoro a pausa que uma viagem me proporciona da minha rotina.
Adoro a saudade que me dá de casa e a vontade de voltar. O valor que eu dou pra minha casinha, minha família e os amigos. Não que eu não dê, mas é uma felicidade diferente pensar nessas coisas e pessoas e ficar agradecida por tê-las em minha vida.
Por fim, adoro chegar em casa, abraçar todo mundo e, apertar meus gatos até eles me morderem de raiva!

Quem me presenteou com esse selinho, como já disse, foi a Socorro do blog Seguindo Minhas Pegadas.
É um blog muito lindo o da Socorro, cheio de poesias maravilhosas que ela mesmo escreve, e várias reflexões gostosas de se ler.
Muito obrigada por ter indicado meu blog para participar, eu sempre me divirto muito com esse tipo de blogagem e é muito bom pra conhecer um pouquinho mais de cada um.

Os blogs que indico para participar são:

C O R A - http://coraeomundo.blogspot.com/
Pensamento - http://majudandrea.blogspot.com/
Lost in Japan - http://lostinjapan.portalnippon.com/
Uivo da Loba - http://uivodaloba.blogspot.com/
Changing Room - http://changinroom.blogspot.com/
Estilo Só Quem Tem - http://estilosoquemtem.blogspot.com/

Pra finalizar o post, eu gostaria de agradecer a todos que me deram palavras de forças no post anterior. A coisa tá feia, o desânimo é grande, mas acho que passa logo. Muito obrigada de coração!

Conspiração

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Ok, agora é oficial! A Haagen-Dazs tá de sacangem comigo, a empresa quer que eu morra obesa e cheia de espinha! Olha só o novo sabor que eles lançaram.




Ahhhhhh meu Deus! Quando eu penso que eles já não podem mais lançar tantos sabores deliciosos, eles vão lá e se superam. Meo o que é isso??? Tem noção da delícia que é esse sorvete? Lá se vai minha dieta! Agora que tá chegando o friozinho, o mercado vai estar cheio de coisas gostosas. Pura sacanagem! Justo no inverno que a tendência é engordar.

Ultimamente ando super desanimada, pra tudo. Nem inspiração pra postar aqui no blog eu tenho. Mas não abandonei vocês, todos os dias eu leio as postagens novas, só não tenho forças pra comentar. Panciência comigo, please! Isso logo vai passar. Eu agradeço de coração à todos que me visitam, o carinho de vocês. 

Na próxima encarnação...

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...eu quero nascer gato!


                  E dormir assim igual a esse negão safado pra derreter o coração da minha mãe humana!

Tadinha, é lá do interiorrrr...

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Oi gente, tudo bem? Hoje eu quero contar sobre dois micos que paguei há algum tempo atrás, por conta da tecnologia japonesa rs Os japoneses inventam cada coisa, não estou reclamando não, eu particularmente adoro a tecnologia daqui. Mas tem certas coisas que não precisam de tanto né. O vaso sanitário por exemplo. Quase todas as lojas de departamento daqui tem aquele vaso sanitário que só falta falar. Eu acho uns até legais, tipo aquele que você levanta e ele dá a descarga sozinho. Mas outros tem tanta coisa que dão até medo. Por exemplo:


Quem olha assim não vê grande coisa né, mas vamos dar um close no controle.




Eu não sei pra que serve nem metade do que tem ali, tem os desenhos que ficam bem claros pra que serve, agora e o resto? Tipo Oscillating... tá... pelo nome não deve ser coisa boa. Massage... massage?????? Como assim? Você aperta esse botão e faz massagem aonde??? *medo* Alguém aí que tá no Japão já experimentou? Se já, me conte por favor. Power deodorizer é bom né depois que faz o número dois, isso é interessante de se ter.

Mas então, deixa eu falar dos micos. Uma vez fui à uma loja com uma amiga, e resolvemos ir ao banheiro. Eu já fui logo entrando mas minha amiga foi se olhar no espelho. Quando eu estava entrando, vi que a tampa estava abaixada, até aí tudo bem, entrei, fechei a porta, quando me virei pra levantar a tampa ela já estava levantada O.O Abri a porta rapidinho e sai correndo, aqui no Japão tem um monte de contos de fantasmas, eu não acredito muito mas também não duvido. Minha amiga perguntou o que havia acontecido, quando eu contei ela morreu de rir. A tampa tinha um sensor que levantava e abaixava sozinha ¬¬
Outra vez foi em um banheiro onde, pra dar a descarga era só colocar a mão perto de um sensor, não precisava nem encostar. Eu entrei em um a minha amiga entrou no outro ao lado. Quando entramos só tinha nós duas. Tudo bem, aí na hora de dar a descarga cade que o negócio queria funcionar? Pensei, vou dar a descarga normal, geralmente todas tem, mesmo as que dão descarga sozinha, mas essa pro meu desespero não tinha. Lembrei que minha amiga estava do lado e comecei a chamar, nada dela me responder... Liguei pra ela, não me atendia. Tava pensando já em sair sem dar descarga mesmo já que tinha feito só o número um hehe mas aí pensei que seria muita sacanagem, eu não gostaria de entrar num banheiro sujo. Tentei de novo e ela atendeu mas não adiantou muito, ela só me disse o que eu já sabia, que a descarga era aquele sensor. Quando finalmente consegui, sai do banheiro e gente, tinha uma fila enooooooooorme! Todo mundo deve ter escutado eu chamando minha amiga e ligando pra ela, ainda bem que ninguém deve ter entendido o que eu tava falando. Não tive dúvidas, me fiz de louca e saí de lá rapidinho!

Dois em um!

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Oi gente! Aff, eu tenho muita coisa pra falar aqui, por isso hoje o post vai ser dois em um, isso porque fiz uma lista de prioridades, senão o post hoje seria dez em um! Mas vamos ao que interessa!
Em primeiro lugar, quero agradecer a Elaine pela proposta maravilhosa da blogagem coletiva! Só de ter participado e buscado dentro de mim minhas qualidades, foi um presente maravilhoso! Quero agradecer também à todos que vieram me visitar, muito obrigada pelo carinho de vocês! Agradecer também à todos que sempre me visitam, sem vocês esse blog não teria razão de ser.
Quero parabenizar todos os finalistas da blogagem coletiva, segue abaixo a lista, mesmo quem não participou, vale a pena conferir. Foi uma coisa que olha, tem nem palavras pra descrever.
Os finalistas

Bia

Parabéns!!!!

Agora, vamos ao outro assunto. Eu escrevi outro dia aqui no blog, que dia 16 desse mês era o dia do idoso. Eu deveria estar muito chapada, porque dia 16 na verdade, era o dia em que o pessoal lá do hospital iriam fazer a festinha dos idosos. Escolheram o dia 16 por conveniência porque, na verdade, o dia do idoso é comemorado na terceira segunda-feira do mês de setembro. Só me dei conta quando vi no blog do Alexandre. Quando eu fiz o curso de helper, logo na primeira aula, o professor nos deus um papel com um texto. Esse texto na verdade era uma carta, que um japonês, comovido com o que estava escrito ali, transformou em uma música. A carta é muito linda. Abaixo, segue um vídeo junto com a tradução.


Tegami~Shin ai naru kodomotachi e~

Carta~Para as queridas crianças~
手紙 親愛なる子供たちへ
tegami shin'ai naru kodomotachi e

年老いた私が ある日 今までの私と違っていたとしても
toshioita watashi ga aru hi ima made no watashi to chigatte ita toshite mo
Se algum dia quando eu envelhecer, eu for diferente do que fui até agora

どうかそのままの私のことを理解して欲しい
douka sono mama no watashi no koto o rikai shite hoshii
Peço que me aceite desse jeito

私が服の上に食べ物をこぼしても 靴ひもを結び忘れても
watashi ga fuku no ue ni tabemono o koboshite mo kutsuhimo o musubi wasurete mo
Mesmo que eu derrube comida em minha roupa, me esqueça de amarrar os sapatos
あなたに色んなことを教えたように見守って欲しい
anata ni ironna koto o oshieta you ni mimamotte hoshii
Assim como te ensinei várias coisas, quero que cuide de mim

あなたと話す時 同じ話を何度も何度も繰り返して も
anata to hanasu toki onaji hanashi o nando mo nando mo kurikaeshite mo
Mesmo quando, ao falar com você, eu repita a mesma coisa várias vezes

その結末をどうかさえぎらずにうなずいて欲しい
sono ketsumatsu o douka saegirazu ni unazuite hoshii
Quero que não me interrompa até o fim e concorde com um gesto de cabeça

あなたにせがまれて繰り返し読んだ絵本のあたたかな結末は
anata ni segamarete kurikaeshi yonda ehon no atataka na ketsumatsu wa
O final feliz do livro de desenhos que você me implorava para ler repetidamente

いつも同じでも私の心を平和にしてくれた
itsumo onaji demo watashi no kokoro o heiwa ni shite kureta
Mesmo sendo sempre o mesmo, me trazia paz ao coração

悲しい事ではないんだ 消え去ってゆくように見える私の心へと
kanashii koto dewa nai n da kiesatte yuku you ni mieru watashi no kokoro e to
Não é nada para se ficar triste, pode parecer que estou desaparecendo mas meu coração

励ましのまなざしを向けて欲しい
hagemashi no manazashi o mukete hoshii
quero que encare com coragem

楽しいひと時に 私が思わず下着を濡らしてしまったり
tanoshii hito toki ni watashi ga omowazu shitagi o nurashite shimattari
Pode ser que quando eu ficar muito feliz, sem querer vou molhar minhas roupas de baixo

お風呂に入るのをいやがるときには思い出して欲しい
ofuro ni hairu no o iyagaru toki ni wa omoidashite hoshii
E quando eu não quiser tomar banho quero que se lembre

あなたを追い回し 何度も着替えさせたり 様々な理由をつけて
anata o oimawashi nando mo kigaesasetari samazama na riyuu o tsukete
Quando eu corria atrás de você para te vestir, e você dando vários motivos

いやがるあなたとお風呂に入った 懐かしい日のことを
iyagaru anata to ofuro ni haitta natsukashii hi no koto o
Para não tomar banho muito tempo atrás

悲しいことではないんだ 旅立ちの前の準備をしている私に
kanashii koto dewa nai n da tabidachi no mae no junbi o shite iru watashi ni
Não é nada para se ficar triste, antes de me preparar para a jornada
祝福の祈りを捧げて欲しい
shukufuku no inori o sasagete hoshii
Quero que reze pela minha benção

いずれ歯も弱り 飲み込む事さえ出来なくなるかも知れない
izure ha mo yowari nomikomu koto sae dekinaku naru kamo shirenai
Cedo ou tarde pode ser que meus dentes vão cair, e não vou mais conseguir engolir

足も衰えて立ち上がる事すら出来なくなったなら
ashi mo otoroete tachiagaru koto sura dekinaku natta nara
E se minhas pernas enfraquecerem e eu não conseguir mais me levantar

あなたが か弱い足で立ち上がろうと私に助けを求めたように
anata ga kayowai ashi de tachiagarou to watashi ni tasuke o motometa you ni
Assim como eu te ajudava quando você tentava se levantar com suas pernas delicadas

よろめく私に どうかあなたの手を握らせて欲しい
yoromeku watashi ni douka anata no te o nigirasete hoshii
Quero que me deixe apoiar em suas mãos
私の姿を見て悲しんだり 自分が無力だと思わないで欲しい
watashi no sugata o mite kanashiindari jibun ga muryoku da to omowanai de hoshii
Não quero que você pense tristemente ao me ver, que sou impotente

あなたを抱きしめる力がないのを知るのはつらい事だけど
anata o dakishimeru chikara ga nai no o shiru no wa tsurai koto dakedo
Mesmo sendo doloroso para mim saber que não tenho forças para te abraçar

私を理解して支えてくれる心だけを持っていて欲しい
watashi o rikai shite sasaete kureru kokoro dake o motte ite hoshii
Quero que tenha um coração que me aceite

きっとそれだけでそれだけで 私には勇気がわいてくるのです
kitto soredake de soredake de watashi ni wa yuuki ga waitekuru no desu
Tenho certeza que apenas com isso vou ter coragem

あなたの人生の始まりに私がしっかりと付き添ったように
anata no jinsei no hajimari ni watashi ga shikkari to tsukisotta you ni
Assim como eu sempre te acompanhei no início de sua vida

私の人生の終わりに少しだけ付き添って欲しい
watashi no jinsei no owari ni sukoshi dake tsukisotte hoshii
Quero que também me acompanhe um pouco no final de minha vida

あなたが生まれてくれたことで私が受けた多くの喜びと
anata ga umarete kureta koto de watashi ga uketa ooku no yorokobi to
Com a mesma alegria que senti quando você nasceu

あなたに対する変わらぬ愛を持って笑顔で答えたい
anata ni taisuru kawaranu ai o motte egao de kotaetai
E com o mesmo amor que nunca muda, com um sorriso quero te responder

私の子供たちへ
watashi no kodomotachi e
Para as minhas crianças

愛する子供たちへ
ai suru kodomo tachi e
Amadas crianças
(Traduzi mais ou menos, é difícil pra mim traduzir as coisas mesmo entendendo o que elas querem dizer, se tiver algum erro, por favor me corrijam)

Lembro que enquanto tocava a música e eu ia lendo a letra, tive que me segurar pra não chorar. Lembrei muito dos meus avós que não vejo há 8 anos. Queria muito estar no Brasil, recebendo o carinho da Batchan (avó) e levando bronca do Ditchan (avô) rs. Sabe, eu confesso que antigamente, quando eu era mais jovem, eu ficava um pouco irritada com meus avós, com o fato deles andarem devagar, fazerem tudo devagar, mas logo eu me lembrava que um dia eu ficaria daquele jeito também. Eu sempre fui muito paciente, e o fato de ser consciente de que aquilo é o que me aguarda no futuro, me ajudava bastante também. Eu fico indignada com quem maltrata os velhinhos. Com quem é grosso com eles, com quem perde a paciência. Tudo bem que ninguém tem a paciência de Jó, mas poxa, antes de mais nada vamos respeitar né. Quando eu trabalhava no hospital, eu era do Day Care, vocês tinham que ver como eles ficavam contentes quando nós deixávamos eles passarem um pano que fosse  na mesa, eles se sentiam úteis. Mais felizes ainda quando nós escutávamos o que eles tinham a dizer, muitos diziam que em casa ninguém conversava com eles. Me entristecia muito, quando via alguns serem internados no asilo, sendo que podiam andar, fazer de tudo e ainda eram lúcidos.
É muito engraçado, eu constantemente me pegava pensando no que todos dizem, que quando envelhecemos viramos criança novamente, e é pura verdade! O jeito que eles se divertiam cantando as músicas de infância, brincando com jogos de criança, chorando quando levavam bronca rs É gente, eles merecem todo nosso respeito e amor, não vamos nos esquecer nunca de tudo que eles fizeram por nós, nem vamos pensar que cuidar deles é uma obrigação, antes de mais nada deve ser um ato de amor.

O melhor de mim

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Blogagem Coletiva
Proposta feita pela Elaine Gaspareto em comemoração aos seus dois anos de blog.

Falar bem de nós mesmos, é uma tarefa um tanto quanto complicada.
Quando alguém me pergunta como eu sou, já logo tasco um "Sei lá", seguido de uma lista grande de defeitos e, apenas uma ou duas qualidades. Eu vou falar o que eu acho que são minhas qualidades, mas penso que algumas das quais eu vou citar, podem também serem interpretadas como defeitos.
Sou uma pessoa sincera, falo tudo que eu penso. Há quem diga que, sinceridade demais, é falta de educação. Eu não discordo, mas segue então outra qualidade minha, eu sou educada! Eu não saio por aí falando tudo que eu penso pra quem não quer ouvir, não sou intrometida. Tampouco sou dona da verdade.
Eu tenho um bom par de ouvidos (eles não são grandes à toa), eu sei escutar quem precisa ser escutado. E não julgo. E quando alguém me procura pra falar, eu sempre peço a Deus para iluminar meus pensamentos e assim, poder dizer algo que possa ajudar essa pessoa. Eu me considero uma pessoa generosa, eu procuro ajudar as pessoas pelo simples fato de que isso me dá prazer. Não espero nada em troca, esperar é besteira. Se eu quero algo, vou atrás. Sou uma pessoa determinada. Ou teimosa. Depende de como você gosta de chamar. Eu tenho, por falta de uma palavra melhor, o "poder" de simplificar as coisas, eu tenho um olhar otimista que me ajuda nessa tarefa de simplificar tudo. Muita gente pensa: "Olha lá a bobinha, toda otimista, achando que tudo sempre vai dar certo". Pois eu digo, bobinho são esses pessimistas de plantão. Complicando mais ainda o que já é complicado por si só, se desesperando e assim nunca chegando a uma solução. Isso sim é ser bobo. Eu sou anti-social. O que??? Desde quando ser anti-social é uma qualidade??? Ué, contanto que eu me sinta em paz com isso, então posso fazer disso uma qualidade minha, certo? Acho que no final das contas, minha melhor qualidade é essa, estar em paz comigo mesma e com isso, passar uma serenidade para os outros.

Perdão

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Blogagem Coletiva - Tema Perdão
Proposta da escritora Glorinha L. de Lion

Oi gente, tudo bem? Faz um tempinho que não escrevo aqui né. Bom, hoje eu quero participar de uma blogagem coletiva sobre os sentimentos. O tema é o perdão. Infelizmente, ontem (ou hoje pra quem está no Brasil) foi o último dia dessa blogagem coletiva. Eu não participei dos outros temas, porém, acompanhei essa proposta da Glorinha desde o começo, ou seja, li sobre todos os temas que ela propôs nesses dois meses, se não me engano. O motivo pelo qual quis participar desse tema específico, é que eu já fui uma pessoa muito rancorosa, não sabia perdoar nem pedir perdão. Quando criança, eu era revoltada. Na adolescência, fui pior ainda. Hoje em dia sou uma adulta desbocada rs Explico o porquê da revolta. Eu cresci sem pai, nunca conheci, não tinha nem foto dele. Era difícil me olhar no espelho, e buscar por traços que não eram parecidos com o da minha mãe e assim, tentar formar uma imagem paterna. Não entendia o porquê da ausência, o porquê do abandono. Quando imaginava uma cena do meu encontro com meu pai, era sempre doloroso, eu não o perdoava. Sinceramente, hoje em dia também não sei se o perdôo. E assim eu cresci. Quando tinha 10 anos, minha mãe conheceu outro homem. Era tio da minha melhor amiga, sujeito engraçado, legal, me fazia rir. Mas quando descobri por outra sobrinha dele, que estava namorando minha mãe, tudo mudou. Não quis acreditar, nem aceitar. Virei a cara, fiquei contra, fui ver se era verdade com minha mãe. Ela confirmou, porém, não sentou comigo e teve uma conversa "esclarecedora". Acho que isso foi o pior erro e o ponto de partida pra minha negação constante. Poxa, eu era uma criança, precisava de uma explicação. Eles se casaram, tiveram um filho, e eu nada de aceitar a situação. O inferno tinha começado. Afinal de contas, quem era ele pra mandar em mim? Com que direito entrava na minha vida? Na relação entre mãe e filha? Por 10 anos tinha sido só eu e minha mãe. Com que direito? Direito que minha mãe dava, e isso só aumentava meu rancor, que aos poucos foi se transformando em ódio. Um ódio descabido, um ódio sem motivos ou com vários motivos, só depende do ponto de vista de cada um. Um ódio que desestruturou a família. Eu era a erva daninha. E tudo por conta da minha falta de capacidade de perdoar e pedir perdão. Eu não perdoava aquele homem, porque na minha cabeça ele era o motivo de tanta discórdia. Era ele o intruso. Nós dois cometíamos injustiças um com o outro, porém nenhum dos dois sabia pedir perdão. Vários anos morando sob o mesmo teto, sem um olhar pra cara do outro, que dirá, trocar uma palavra. Até que do nada, eu percebi que, todo aquele sentimento negativo, não só fazia mal à mim mesma, como fazia muito mal à minha mãe, pessoa mais importante na minha vida. Então a guerra acabou, mas só por fora, porque a guerra continuou dentro de mim. Peguei todo o sentimento negativo que fazia questão de destilar ao meu redor e guardei dentro de mim. Todos se espantaram. De onde veio a calmaria? Eu já não provocava nem aceitava mais a provocação. Por fora, era completamente sem reação, mas por dentro, ah por dentro meu sangue fervia, o veneno corria. Entrei em depressão. Foram longos quatro anos de batalhas dentro de mim. Morando no fundo do poço. E mais alguns anos subindo e deslizando novamente nesse poço. Nesse caminho, encontrei a resignação, e na resignação encontrei o perdão. Finalmente pude perdoar, finalmente pude viver bem comigo mesma e aprendi a pedir perdão. Mas ainda fica a dúvida, será que realmente perdoei? Vai ver a ferida foi muito funda, e a marca muito visível. Eu perdoei mas não esqueci. Isso é possível? Se for, então eu realmente perdoei. Hoje em dia, eu penso que foi bom ter passado por isso, foi o que me moldou, fez o que sou hoje. E o que eu sou hoje? Ah... hoje eu tento não julgar ninguém, tento não complicar a vida, gosto de simplificar as coisas, ver a vida de uma forma positiva. Hoje sou mais otimista e é muito bom ver a vida com esses olhos. Hoje tento não guardar rancor, nem odiar. O mundo não precisa disso, muito menos meu coração precisa disso. A vida é muito curta. Hoje eu sou fácil (no bom sentido). Tento não dar motivos, não errar pra pedir perdão depois. Também não preciso perdoar porque sou muito, mas muito mesmo, difícil de aceitar provocações. Críticas pra mim, mesmo quando não peço por elas, são bem-vindas. Só se fizerem algo de muito grave, que vem o desafio. Posso até perdoar, mas jamais vou esquecer. Falando em não dar motivos pra ter que pedir perdão, leiam o post feito pelo querido Alexandre aqui. Eu assino embaixo. Desculpa pelo post enorme, e pra quem leu até aqui, muito obrigada pela paciência rs Bjs e até a próxima!

Tudo tão simples mas tão complicado!

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Oie! Hoje o assunto vai ser meio down. Morte.
Antes de trabalhar como helper, até então, graças a Deus, nunca tive que lidar com a morte, ou pelo menos com o sentimento que fica quando alguém morre. Há muito tempo atrás, recebi a notícia de que uma vizinha lá do Brasil havia falecido. Eu fiquei triste obviamente, mas não entendia o sentimento que minha avó me descrevia pelo telefone. Minha avó dizia que, lá na rua, ninguém acreditava que ela havia falecido e, minha avó as vezes olhava pro portão dela só esperando o momento em que ela iria aparecer de novo. Foi só quando comecei a trabalhar como helper, que pude entender o que minha avó queria dizer. Entender e ao mesmo tempo não entender, porque na verdade, isso tudo é um enigma. Tipo, como assim? Ontem mesmo fulano estava sorrindo ao me dar tchau, o que você quer dizer com "fulano morreu" ??? Para! Brincadeira de mal gosto! Ontem mesmo eu vi, eu conversei, brincamos e demos risada, como assim fulano se foi? E nunca mais vai voltar? O dia passa e eu ainda perplexa. Mais um dia passa e mais outro e tantos outros, mas eu ainda chego na sala procurando por fulano, estranhando a ausência, até que a ficha cai. Cara, é um sentimento muito ruim! Outra coisa também, trabalhar no hospital me fez ver claramente como aqui nós não somos nada. Não digo aqui no Japão, digo no mundo. Tanta gente por aí que pensa que tem o rei na barriga, tanta gente que se preocupa com coisas que não valem a pena, tanta gente que complica tanto as coisas. Gente!!! Não compliquem as coisas, a vida por si só já é muito complicada! Eu sei, é um baita de um clichê, mas vamos dar mais valor as coisas simples porque no fim, não vamos passar de ossos enterrados. Simples assim.

Pintando o 7

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Oie gente! Hoje estou super feliz! Terminei as tarefas extras que eu tinha lá no hospital e já fui entregar tudo. Dever cumprido! E o melhor de tudo, não tenho mais nada que me prenda ao hospital. Pra quem não sabe, eu pedi demissão. Free at last!!! Sem mais stress, sem mais correria, sem mais velho passando a mão na minha bunda! O único problema agora é arrumar outro emprego porque as coisas ainda não estão boas por aqui não. Mas isso é que menos importa agora. Bom, hoje queria mostrar o que eram essas tarefas extras que eu estava fazendo. Lá no hospital tem 2 velhinhos que já passaram dos 100 anos. E dia 16 de setembro é dia do idoso aqui no Japão. Então o hospital queria dar uma coisa especial pra esses dois velhinhos. No ano passado, a filha de uma das helpers que trabalham lá, fez o desenho do rosto de um desses velhinhos em aquarela no aniversário de 100 anos dele. Como essa helper não trabalha mais lá, eles pediram pra mim fazer o desenho. Eles sabiam já que eu gostava de desenhar e desenhava mais ou menos por conta de um tigre que eu desenhei pra dar pra um dos velhinhos que tinha me pedido. Como eu não podia dar o desenho por conta própria, eu tive que pedir permissão pra líder pra poder entregar o desenho. Sabe o que essa líder fez? Não deixou eu dar o desenho pro velhinho e ainda por cima, como esse ano é o ano do tigre no horoscopo chinês, imprimiu meu tigre nos cartões de aniversário. Eu fiquei com muita raiva mas o velhinho não ficou sem o tigre dele não, eu peguei e dei escondido. Bom, desenhar o rosto deles foi um desafio enorme, porque até hoje eu só me aventurei em desenhar o rosto de alguém uma vez só e ficou horrível. Desenhar rosto de pessoas é muito difícil, eu nunca estudei, então não sei nenhuma técnica. Mesmo assim aceitei o desafio e o resultado vou mostrar pra vocês agora.








Hahahaha eu preciso muito melhorar, mas até que ficaram parecidos né? =P

Agora mudando só um pouquinho de assunto, mês passado comprei um set do Copic Sketch Markers que eu já estava babando faz muito tempo.


Ahhh sonhei! Não vejo a hora de usar essas belezuras!! Esse set vem com 72 cores, pra completar minha coleção só faltam 262 cores hahahaha Um dia eu chego lá!